O meu bloco de notas

https://i1.wp.com/www.vancouversun.com/entertainment/cms/binary/6062930.jpg
Por Fred Herzog (obrigado, Nuno Oliveira!)

Ainda não disse tudo o que tinha a dizer acerca da exposição Eyes Wide Open. Como sabem, ontem fui à galeria da Biblioteca Almeida Garrett munido de um bloco de notas. Apesar de já conhecer alguns dos autores das fotografias expostas – de Otto Steinert a Robert Lebeck, de Cartier-Bresson a Paulo Nozolino, passando por Burri, Capa, Bischof, Salomon, Gilden, Sieff e muitos outros -, saí destas duas visitas com os meus conhecimentos substancialmente alargados.

Além dos mencionados, há aqueles fotógrafos que me eram mais ou menos desconhecidos e que já mencionei antes: Meyerowitz, Eggleston, Leiter, Inge Morath. Mas, para além de todos estes (e esquecendo aqueles que não me causaram uma impressão duradoura), houve outros, novos para mim, em cujas fotografias me detive demoradamente. São vinte e um nomes que ocupam duas páginas e meia do meu bloco de notas. São eles, pela ordem estabelecida por quem montou a exposição, Mehemed Fehmy Agha, Heinrich Heidersberger, Ilse Bing, Walter Vogel, Ulrich Mack, Lothar Rübelt, Ricard Terré, Sabine Weiss, Ramón Masats, Ara Güler, Fred Herzog, Saul Leiter, Paolo Roversi, Claude Dityvon, Rudi Meisel, Viktor Kolár e Bruce Davidson.

Depois há os portugueses, embora alguns possam ter reparado que já mencionei o Paulo Nozolino. Além de um senhor engravatado que escreveu uma carta a Ernst Leitz (em francês!) da qual uma cópia está exposta num dos mostruários, cujo nome me esqueci deliberadamente de anotar, e do grande Gérard Castello Lopes, anotei Carlos Calvet, Carlos Afonso Dias, Victor Palla e Jorge Guerra.

Não nos esqueçamos que esta lista foi elaborada a partir de uma exposição cujo denominador comum é o uso de material Leica. Porque há muitos outros que não usaram Leicas e nem por isso deixaram de ser grandes fotógrafos.

Esta foi uma exposição deveras interessante. Contudo, há uma exposição, porventura hipotética, cuja visita seria o corolário da minha vida de amador das coisas fotográficas: uma exposição da Magnum.  Seria como ver Nápoles: depois, poderia morrer. (Será que alguém da Magnum está a ler isto?)

M. V. M.

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