Mais sobre comentários

Hoje recebi dois comentários a propósito de opiniões que exprimi aqui sobre uma câmara que considero menor. Não sei quem era o comentador; apenas sei que ele nunca vai ver nenhum dos seus comentários publicado aqui e que se trata de uma daquelas pessoas amargas e frustradas que reproduzem as suas descargas da bílis nos espaços de comentários. Evidentemente, os dois comentários foram para onde pertencem – o lixo. De um deles constava apenas a palavra «aprenda», seguida de duas hiperligações com as quais o referido comentarista me queria provavelmente convencer da imensa qualidade da câmara que reputei de menor. Do outro comentário tenho apenas uma recordação nebulosa de umas frases absurdas seguidas de muitos emoticons (aqueles bonequinhos amarelos que as pessoas ignorantes usam para que outras pessoas ignorantes percebam o que estão a dizer), os quais ainda consegui vislumbrar por uma fracção de segundo antes de a mensagem de correio electrónico ser apagada.

Como disse: comentários como estes nunca serão publicados no Número f/. Desenganem-se os que pensam que podem poluir este blogue com o tipo de palavreado que se usa nas caixas de comentários dos websites do Correio da Manhã e do Jornal de Notícias. Se pessoas como este comentarista que decidiu tentar poluir o Número f/ pensam que têm algo a dizer, que o façam no seu blogue. É muito fácil criar um blogue: o Blogger e o WordPress têm alojamentos gratuitos com uma capacidade de carregamento mais que razoável. O Typepad é melhor, mas não tem versão gratuita. E há o Sapo, para quem prefere produtos nacionais.

Curiosamente, hoje encontrei uma pessoa que estimo muito, um membro da direcção do Fluvial que já o era no período em que integrei esse órgão do clube ao qual pertencerei até ao fim dos meus dias. Fomos contitulares da direcção durante três anos, pelo que, como podem imaginar, não nos faltam temas de conversa. Um deles é o facto de os associados que frequentam as piscinas passarem a vida a queixar-se, ignorando por completo que o Fluvial é uma associação de direito privado com fins desportivos e não um organismo público que tenha obrigação legal de providenciar serviços aos consumidores. As piscinas existem para ser usadas primeiro pelos atletas, depois pelos alunos e só depois pelos associados e utentes. Eu e o Manuel António estamos de acordo numa coisa: se esses associados soubessem como é difícil administrar um clube como o Fluvial, talvez fossem menos azedos e cooperassem um pouco mais. Aliás, estamos de acordo numa outra coisa: esses que se queixam não são nenhuns associados do Fluvial: são utentes, ou clientes, mas associados é que não são, porque nunca lhes passaria pela cabeça ajudar o clube nem participam na vida associativa. Para eles, a quota não é a contribuição para o património da associação, mas o preço de ingresso nas piscinas. Pagar a quota, contudo, fá-los imaginar que têm o direito de vilipendiar quem assume, muitas vezes com enorme sacrifício e dispêndio pessoais, a tarefa gigantesca de administrar um clube como o Fluvial. Eu tive de dar resposta a queixas como a de uma senhora que pediu o livro de reclamações por não ter uma pista da piscina disponível só para ela a uma hora em que os atletas estavam a treinar!

Agora que já não sou titular da direcção do Fluvial, tenho de aturar as queixas dos que não conseguem compreender que este blogue é meu, que o criei para exprimir as minhas opiniões e que tenho o direito de escrever nele o que quiser. Certas pessoas nem sequer concebem que alguém, além de ter o atrevimento de ter opiniões diferentes das deles, tenha ainda o descaramento de publicá-las no seu blogue. Felizmente, pessoas como estas são uma minoria entre os leitores do Número f/. Destes últimos, uns estão de acordo com o que escrevo e manifestam abertamente essa concordância nos seus comentários; outros, que são a maioria, lêem e reservam as suas opiniões para si mesmos; outros, ainda, discordam do que escrevo e manifestam-no de forma que pode por vezes ser apaixonada, mas sem baixar o nível, sem descer ao insulto e mantendo uma atitude a que posso chamar cooperante. Tenho aprendido muito graças a estes últimos, que me ajudam a melhorar os meus conhecimentos e o blogue. Mas, quando me remetem comentários a dizer «aprenda», por muito belos que sejam os vídeos que me querem pôr a ver (não os vi, evidentemente), o destino desses comentários é só um: o lixo. Só tenho pena de, não sendo lixeiro, tenha de mexer na porcaria que depositam aqui no Número f/ e deslocá-la para o respectivo caixote (virtual, claro está). Mesmo sendo lixo cibernético, a sua publicação tornaria o ar irrespirável. É por esta razão que modero os comentários e continuarei a fazê-lo.

M. V. M.

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