Giorgio Moroder

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Hoje o texto não é sobre fotografia. É, por razões que não sei explicar, sobre um dos homens mais importantes da música do Século XX – não apenas no estilo por que foi mais reputado, mas em toda a música. A sua influência foi de tal ordem que contagiou músicos de Jazz e (provavelmente) alguns compositores mais eruditos.

Tudo começou na Alemanha, quando Moroder, que já tinha bastante experiência musical, começou a frequentar discotecas. Numa dada altura, quando procurava revolucionar a música, introduziu um ruído cíclico e contínuo numa faixa de gravação. Tinha acabado de criar o Synth Disco, ao descobrir a base rítmica que serviu para unir a electrónica e o Disco. A música de dança nunca mais foi a mesma.

A sua fama veio com as colaborações com Donna Summer. I Feel Love é, certamente, a canção que mais influenciou a música electrónica; graças a Giorgio Moroder e a Donna Summer, o Disco saiu de Filadélfia e chegou à Europa e ao mundo. Teve em mim, e em muitos outros da minha geração, um efeito duradouro. I Feel Love contém em si o prodígio de, quase quarenta anos depois, soar fresco e actual. A voz de Donna Summer é portentosa e as orquestrações de Moroder mudaram a face da música. Para sempre. O seu ritmo influenciou e continuará a influenciar gerações de músicos.

Quem não viveu nos anos 70 – ou não viveu os anos 70 – dificilmente se identificará com Giorgio Moroder. Depois do sucesso com Donna Summer – mas também de temas como Chase e da banda sonora de From Here To Eternity – a reputação de Giorgio Moroder declinou; poucos se terão dado ao trabalho de saber quem foi o autor da banda sonora de Flashdance, porque os que gostam daquilo não percebem nada de música e os que conheciam Giorgio Moroder pela invenção do Synth Disco já se sentiam, por esta altura, embaraçados com a sua produção em massa de azeitadas. Contudo, o nome Giorgio Moroder deve ser pronunciado com reverência. Giorgio Moroder é grande, de uma dimensão verdadeiramente universal. Mesmo se ele foi o produtor da banda sonora de Top Gun, merece ser recordado pela revolução que despoletou.

Por falar em revolução: os Daft Punk, autores de Revolution 909, estão entre aqueles que se reconhecem devedores de Giorgio Moroder. O seu último álbum, Random Access Memories, contém uma homenagem absolutamente brilhante e genial a Giovanni Giorgio Moroder. Ouçamo-los, na consciência de toda a importância e imponência de Giorgio Moroder.

M. V. M.

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