Ranking actualizado

Raparigas manifestando a sua felicidade por serem fotografadas com um Ilford HP5
Raparigas manifestando a sua felicidade por serem fotografadas com um Ilford HP5

Não me apetece experimentar mais rolos. Apenas quero usar mais um rolo que ainda não experimentei, que é o Fujifilm 400H (ou o 160NS, caso alguma vez consiga encontrá-lo). É um rolo extremamente caro, mas se me der as cores dos rolos de slide da Fujifilm, pode valer a pena.

Quanto aos preto-e-branco, a minha preferência continua idêntica. O FP4 é a película a que regresso sempre. Para sensibilidades altas a confusão é ainda substancial: o Tri-X é um belíssimo rolo, tal como o Delta 400, mas tenho vindo, depois de uma má impressão inicial, a apreciar cada vez mais o HP5. Tem muito grão, mas este dá textura e expressão às fotografias. Não é ideal para retratos, mas as suas características de contraste levam a que o considere o melhor rolo ASA 400.

Os mais atentos vão reparar, ao ler o meu ranking actualizado, que os Ilford ocupam seis dos sete primeiros lugares, incluindo os dois primeiros. Pois é – nada a fazer. São os melhores. Pelo menos para as minhas fotografias. Podem começar a chamar-me «Mr. Ilford». Ou Señor Ilford. Monsieur Ilford. Herr Ilford. Ilford-san. A minha fidelidade aos Ilford só é superada por aquela que os cães dedicam aos seus donos.

Penso, deste modo, que posso viver muito feliz apenas usando dois rolos para preto-e-branco: o FP4 por defeito e o HP5 quando me apetecer fotografar com pouca luz. Vai ser assim porque não suporto ter de fotografar com aberturas f/11 e f/16 sempre que o sol brilha um pouco mais, o que me impede em absoluto de usar rolos de velocidade alta com regularidade. E o FP4, embora não me dê o contraste do Pan F, é mais versátil: fotografa-se bem com ele de noite, o que é importante para mim, e tem um f/stop a mais em relação ao Pan F, o que faz diferença quando a luz começa a escassear.

Quanto à cor, vou esperar que a Ferrania não tenha usado o crowdfunding para ficar com o dinheiro dos aderentes (é um esquema cada vez mais comum na internet) e retome mesmo a produção do Solaris 100. Se tal não acontecer – e eu espero que aconteça, porque o Solaris é extremamente divertido –, terei de usar o Kodak Portra 160 para fotografar debaixo de luz solar e o Ektar 100 quando quiser fotografar com luz escassa. Com a reserva de poder vir a usar os Fuji se obtiver bons resultados. Apesar de a minha apreciação do Ektar 100 ter sido menos que favorável, fi-la com base em fotografias feitas sob luz do dia; em zonas de sombra e debaixo de luz escassa, porém, o Ektar 100 mantém admiravelmente o equilíbrio das cores, pelo que essa apreciação foi um pouco injusta.

De todos os rolos para preto-e-branco disponíveis, apenas não usei os Rollei e o Fuji Neopan. Os primeiros são, tanto quanto sei, idênticos ao Agfa APX; o Neopan, esse, é demasiado caro; não me parece que valha a pena experimentá-lo quando os Ilford – e também o Tri-X – dão tão bons resultados.

Deste modo, o meu ranking pessoal actualizado de películas do formato 135 é como se segue:

1.º: Ilford FP4 Plus 125
2.º: Ilford Delta 400
3.º: Kodak Tri-X 400
4.º: Ilford Delta 400
5.º: Ilford Delta 100
6.º: Ilford Pan F Plus 50
7.º: Ilford HP5 Plus 400
8.º: Kodak Portra 160
9.º: Ferrania Solaris 100
10.º: Fomapan 200
11.º: Agfa APX 100
12.º: Kodak Ektar 100
13.º: Kodak T-Max 400
14.º: Kodak T-Max 100
15.º: Fujifilm Superia 200
16.º: Lomography Earl Grey

M. V. M.

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