Jane Bown (1925-2014)

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Caso não conheçam a obra de Jane Bown, deixem-me pôr a questão da seguinte maneira: hoje, 21 de Dezembro de 2014, morreu aquela que foi, possivelmente, a melhor retratista de sempre. Os seus retratos eram feitos de um equilíbrio notável entre expressão e mestria técnica: a iluminação e os fundos eram perfeitos, mas os rostos que ela fotografou diziam tudo sobre a pessoa retratada – desde a turbulência interior de Samuel Beckett à pose algo cabotina de teenage icon de Morrissey, eram retratos que falavam.

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Desta vez não fui apanhado de surpresa: já conhecia alguns dos retratos de Jane Bown antes da notícia da sua morte. Não foi o que se deu com Eve Arnold, Ray K. Metzker e Lewis Baltz, cuja obra só conheci, digamos, postumamente. Foi o retrato de Samuel Beckett que me atraiu a atenção para esta fotógrafa britânica de excelência.

Numa pesquisa recente, descobri dois auto-retratos de Jane Bown. Ambos foram feitos defronte a um espelho segurando uma câmara. E que câmara era? Uma Olympus OM-2 igual à que me tem vindo a dar horas de satisfação e prazer desde Junho de 2013. Ver aquelas fotografias deixou-me particularmente orgulhoso: tenho uma câmara honrada por um dos nomes maiores da fotografia.

M. V. M.

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