Mais notas à volta do Ferrania Solaris

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Ainda a propósito da questão do ruído aparente nas imagens nocturnas que fiz com o Ferrania Solaris, vim a saber que esta é a única fraqueza significativa deste rolo. Os Kodak, por exemplo, suportam bem as exposições longas; é provável que os Ilford também. As coisas são mesmo assim – uns rolos têm desempenhos melhores que outros sob condições difíceis. O Ferrania mostra demasiado grão nas exposições longas, o que é interpretado pelo scanner como ruído. Nada a fazer: descobri o calcanhar de Aquiles do Ferrania Solaris. É pena, mas este é um rolo para usar só de dia. O que apenas o torna menos versátil, mas não é inteiramente impeditivo. Vou usá-lo, tal como prometi nos textos anteriores, embora com esta limitação. Este é um rolo que merece ser usado, mesmo abrindo mão da fotografia nocturna. Um rolo que induz alegria nas fotografias – pode haver melhor que isto?

Outra limitação é que a FILM Ferrania está a demorar imenso tempo para retomar a produção do Solaris. O fabrico destes rolos cessou em 2013 e, pelo que sei, a Ferrania deveria regressar à sua produção no início deste ano. Não aconteceu. Ainda há bastantes rolos em stock, mas estes poderão atingir em breve o prazo de validade. Usar rolos expirados pode ser muito divertido, mas não é bem a minha onda. Se fosse eu a revelá-los, talvez brincasse um pouco com rolos fora do prazo, mas tal como as coisas são, seria um desperdício de dinheiro. Espero que estes rolos voltem a ser produzidos muito em breve. Se tal não acontecer, proponho que se juntem a mim numa expedição punitiva a Itália para castigar aqueles enganadores.

Tinha razão quando intuí que o uso de um filtro ultravioleta (UV) ajuda a manter a precisão das cores, tal como relatei no texto de ontem. Confirmei-o após uma troca de impressões com alguém que sabe muito mais do que eu. Já sabem: se vão fotografar debaixo de luz solar, usem sempre um filtro UV. Mesmo se tiverem uma câmara digital, o trabalho de edição de imagem vai sair grandemente facilitado por haver menos parâmetros a corrigir. Estes filtros não são caros e só trazem benefícios. Um deles, além da eliminação de aberrações da imagem provocadas pelo excesso de raios ultravioletas, é o de proteger o vidro frontal da lente, o que não é coisa de pouca monta.

Por fim: o Ferrania Solaris veio introduzir algumas alterações no meu ranking de rolos. Não tão radicais que mexam com o topo da classificação, devido ao comportamento dos negativos em exposições longas, mas suficientes para despromover alguns rolos. Aqui está a tabela actualizada, relembrando que é uma classificação inteiramente subjectiva, de acordo com as minhas preferências e não com parâmetros quantificáveis:

1.º: Ilford FP4 Plus 125
2.º : Ilford Pan F Plus 50
3.º (ex æquo): Ferrania Solaris 100, Ilford Delta 100
5.º: Kodak Tri-X 400
6.º: (ex æquo):Agfa APX 100, Kodak Portra 160
8.º: Ilford HP5 Plus 400
9.º: Kodak T-Max 100
10.º: Fujifilm Superia 200
11.º: Kodak Ektar 100

M. V. M.

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