O meu equipamento (terceiro e, provavelmente, último texto dedicado a este assunto)

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Já escrevi dois textos em que discriminei o material fotográfico que tenho. Um foi logo no início do ISO 100, dois meses depois de ter adquirido uma câmara decente; o outro foi em Janeiro de 2012, altura em que tinha acabado de fazer todas as asneiras na aquisição de equipamento que me permiti. Como aconteceu muita coisa desde então, deixem-me recapitular, para que os novos leitores que chegam aqui ao Número f/ tenham uma noção mais actual de quão miserável é o material fotográfico daqui do M. V. M.

Na frente digital não há nada de novo. Na verdade, tenho exactamente o mesmo material que tinha em Junho de 2011 no que respeita a equipamento concebido especificamente para o domínio digital. A câmara continua a ser a Olympus E-P1 e as lentes ainda são a Pancake 17mm-f/2.8 e o zoom 40-150mm-f/4-5.6 A câmara é, neste momento, completamente obsoleta, e as lentes são muito fraquinhas, mas não estou a fazer quaisquer planos para os substituir. Há uma destas peças de equipamento que venderia sem hesitar, se conseguisse um bom preço: o zoom 40-150. Praticamente não o uso, porque não gosto de zooms; aliás, se soubesse então o que sei hoje, nem sequer o teria comprado. Faz o seu trabalho decentemente, é certo – mas que posso eu dizer de uma objectiva que é pior do que uma teleobjectiva lançada há mais de vinte anos?

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A E-P1 continua a deixar-me satisfeito, e a 17mm não deixa de ser uma lentezinha simpática, a despeito de todas as suas limitações. O único plano que tenho, em relação a elas, é continuar a usá-las até avariarem sem possibilidade de reparação. O problema com a E-P1 é que, a despeito de todas as suas qualidades – e são muitas – tornou-se-me desagradável de usar. Já não sei fotografar usando o ecrã para compor. Embora não tenha a certeza se devo incluí-lo no equipamento, tenho um software de edição de imagem que supre grande parte das deficiências da câmara e das lentes digitais: o DxO Optics Pro 8.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO resto do equipamento é novo para mim, mas é da época de ouro da fotografia: uma câmara Olympus OM-2n e três lentes Olympus para o sistema OM. Estas últimas são todas – evidentemente – de focagem manual: uma grande-angular 28mm-f/3.5, uma standard 50mm-f/1.4 e uma teleobjectiva 135mm-f/2.8, todas elas com o seu para-sol. A única destas lentes que substituiria seria a grande-angular, se encontrasse uma 28mm-f/2 a bom preço e em bom estado. Os mais entendidos repararão que este é um sistema muito mais completo e equilibrado do que o digital, uma vez que compreende as distâncias focais mais relevantes, cobrindo todas as necessidades fotográficas comuns. Uma vez que não preciso de lentes tilt and shift ou fisheye, tenho todas as lentes que preciso para a OM-2n. E posso usar estas lentes na E-P1, porque tenho um adaptador, o Olympus MF-2. Uma peça de engenharia sólida e precisa que faz exactamente o que lhe pede – permite a montagem das lentes OM sem interferir na qualidade de imagem.

Quanto ao resto, tenho um tripé espectacular, de fibra de carbono, e uma cabeça de esfera. Não os uso muito, mas quando o faço os resultados são extremamente satisfatórios. E tenho esse anacronismo que são os filtros: dois polarizadores para as lentes digitais e um filtro UV de 49mm de diâmetro para as OM mais pequenas.

Outras peças de equipamento são um cabo disparador electrónico para a E-P1, um flash para esta mesma câmara, o FL-14 (a única peça que tem nome: chama-se Gordon, por motivos óbvios) e nada menos que três sacos, todos da Lowepro: um pequeno, um médio e um grande, que tem a forma de uma mochila. O único uso que tenho dado a esta última é o de arrumação do equipamento. Tenho ainda um soprador, uma escova para as lentes e alguns panos de limpeza óptica.

Como vêem, não tenho muito equipamento – mas tenho o que preciso. Até tenho mais do que preciso por causa daquele zoom 40-150. E, embora tecnicamente ainda seja meu, há um zoom Vivitar 75-300mm-f/4.5-5.6 para o sistema OM à espera que apareça um comprador numa vitrina da AFF, mas já não o incluo no meu equipamento. Não que seja mau – é até muito bom e está em excelente estado –, mas não preciso dele. A minha filosofia é a de só ter o equipamento de que realmente necessito. Aprendi a não cair na armadilha das necessidades ilusórias.

M. V. M.

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4 thoughts on “O meu equipamento (terceiro e, provavelmente, último texto dedicado a este assunto)”

  1. Primeiramente, parabéns, venho lendo e gostando bastante de seus textos. Simpatizo bastante com sua filosofia “enxuta”, digamos assim. Mas deixe-me perguntar uma coisa, quando você monta as lentes OM na E-P1 elas continuam com a mesma distância focal?

  2. Este não é um comentário, é sim um pedido de desculpas e uma informação.
    Um pedido de desculpas pelo comentário que fiz ao artigo: Astigmatismo e outras histórias.Não era minha intenção melindrar o autor.
    Uma informação ao senhor M.V. Macedo, de que está a decorrer em Guimarães, no Pavilhão Multiusos a Expo Clássicos, onde estão em exposição entre muitos outros veículos, dois Citroen DS (boca de sapo) durante o dia de amanhã, Domingo dia 20.
    Tirei algumas fotografias, que gostava de lhe enviar para que faça uma ideia dos automóveis, mas não sei como as enviar, pois desconheço o seu endereço electrónico.

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