Ópticas

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Aqui estou eu, já a escrever com os óculos novos. Chegaram muito mais cedo do que o previsto, o que provavelmente é o oposto daquilo a que estamos habituados. Ainda bem. Os óculos são compostos de duas lentes Essilor numa armação Hugo Boss. Não sou um escravo da moda e, por regra, não me interessam as marcas – especialmente quando são tão ostensivas como a Boss – mas, das três armações que experimentei, foram as que me assentavam com mais naturalidade. As diferenças de preço, no subsistema de saúde de que sou utente, não eram significativas, pelo que me posso dar ao luxo de armar ao pingarelho usando uma armação Hugo Boss. Like a boss.

Ver através destes óculos é estranho: vejo distintamente os pontos do monitor – estes não são óculos para trabalhar com o computador, mas são suficientemente confortáveis para o fazer – mas, em contrapartida, leio perfeitamente com eles. O livrinho do Robert Doisneau contém textos em caracteres extremamente pequenos, que me causavam algumas dificuldades, mas agora leio perfeitamente bem aquela prosa. Curiosamente, usar estes óculos é como ter duas teleobjectivas à frente dos olhos. Tal como as objectivas de grande distância focal, eles comprimem a perspectiva, fazendo com que só se veja o que está defronte dos olhos. Até há semelhanças em termos de profundidade de campo: tudo o que está para cá e para lá do campo de visão – estes óculos só focam bem entre 20 e 40 centímetros de distância – aparece desfocado. E, para tornar as semelhanças ainda mais evidentes, quando os uso para trabalhar no computador obtenho distorção pincushion da moldura do ecrã!

Entretanto, e enquanto estava à espera que me trouxessem os óculos novos, descobri que a Nikon também faz lentes para óculos. O que é perfeitamente normal, só que eu não sabia. Conhecia a Zeiss e a Rodenstock (que já não faz objectivas, mas ainda faz filtros), mas a Nikon é uma marca que nunca tinha conotado com próteses oculares. Não consigo deixar de pensar nestas coisas, nem mesmo quando estou a tratar do que são, antes de tudo o mais, questões de saúde. Esta minha obsessão por equipamento está a tornar-se doentia. Oh well…

Agora algo completamente diferente (embora estreitamente relacionado): os meus problemas de visão não se manifestam quando fotografo. Embora já sinta alguma dificuldade em distinguir os números dos valores da exposição no ecrã da E-P1, não tenho dificuldades em compor a imagem – mesmo quando foco manualmente. Claro que o uso da função MF Assist ajuda, ao ampliar a imagem, mas nunca tive grandes problemas. O mesmo se diga da OM-2: olhar através daquele visor gigantesco não me causa problemas visuais de qualquer espécie. Vejo nitidamente em todos os planos, apesar de o visor não ter correcção de dioptrias como na maior parte das câmaras recentes. O que significa que a fotografia não implica a complicação adicional de usar óculos. Ainda bem.

M. V. M.

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