Um rebuçado very british

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Já disse aqui que faço questão de experimentar o maior número de rolos possível até estabelecer quais os meus favoritos. Quero determinar qual o melhor rolo para cores e qual o melhor para preto-e-branco. No sábado entreguei um Kodak Portra 160 na Câmaras & Companhia para revelação e impressão de uma selecção das seis melhores, sobre o qual conto relatar as minhas impressões – por assim dizer – muito em breve.

O meu próximo rolo – que ainda não instalei por causa do calor que tem estado – vem embrulhado em película de alumínio, o que lhe dá a aparência curiosa de um rebuçado – embora um rebuçado king-size. É um Ilford FP4 ASA 125 a preto-e-branco (a Ilford só faz película monocromática). Esta marca não me é de todo estranha, uma vez que fui exposto a material fotográfico desde muito novo e conheço praticamente todas as marcas de fabricantes de películas, da Kodak à Ferrania. Ter um membro da família que trabalhou praticamente toda a vida a vender material fotográfico tem estas repercussões. A Ilford tem a particularidade de ser o único fabricante de película fotográfica britânico, tendo conhecido as desventuras de um processo judicial de recuperação de empresa (receivership) do qual ressurgiu para se tornar, ao que dizem, no fabricante das melhores películas para preto-e-branco que se fazem correntemente. Em breve confirmarei se isto é verdade.

Aqui estou, mais uma vez, a fugir aos duopólios estabelecidos: no hardware, escapei ao duo Canon-Nikon em favor de uma marca mais, digamos, marginal; agora, no software, volto-me para um fabricante que não é um dos major players: nem Kodak nem Fujifilm. Vamos ver de que é que este Ilford FP4 é capaz. É um bocado caro – um euro a mais que o Kodak T-Max – mas, se me der bons resultados, pode ser uma boa escolha. Antes de poder formular uma opinião ainda tenho de instalar o rolo – uma operação que me faz dores de cabeça só de pensar nela e me obriga a ir ao manual de instruções da OM sempre que tenho de o fazer –, tirar trinta e seis fotografias (que é, convenhamos, a parte mais divertida) e mandar revelar e imprimir. Ou digitalizar, já que as minhas convicções iniciais, que me levaram a rejeitar as digitalizações, estão a ser fortemente abaladas pelo facto de, ao mandar imprimir apenas algumas fotografias, estar a desperdiçar 5/6 dos fotogramas.

M. V. M.

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