Iluminação

Uma fotografia bem iluminada...
Uma fotografia bem iluminada…

A minha maior dificuldade, e a que me induz maior frustração, é a luminosidade das fotografias. Há uma ciência na iluminação das fotografias que pura e simplesmente não domino. Sou ainda demasiado sôfrego a fotografar e faço-o sob quaisquer condições de luz. Não devo. Tenho de aprender a jogar com a iluminação para beneficiar as minhas fotografias.

A regra é, em princípio, simples: deve fotografar-se objectos que estejam de frente para a fonte de luz principal, de maneira a que a luz incida frontalmente sobre o motivo. O que significa, evidentemente, que a câmara estará a favor da luz, i. e. com o painel traseiro voltado para o emissor de luz. Contudo, nem sempre é possível: imagine-se uma rua estreita ladeada de edifícios altos às dez da manhã ou às cinco da tarde: neste caso haverá sempre sombra. Contudo, na maior parte dos casos é possível obter uma iluminação correcta se se tiver em atenção a regra que comecei por enunciar.

Na luz natural existe o problema de fotografar o motivo sob uma luz favorável. Isto não significa uma iluminação homogénea do motivo, o que é impossível; significa, outrossim, fotografar de maneira a jogar com a luz para obter um efeito favorável. Isto é relativamente simples, mas eu tenho o péssimo hábito de, por força de querer agarrar a oportunidade, acabar por apresentar fotografias tecnicamente deficientes por estarem mal iluminadas. A edição de imagem não ajuda muito: posso diminuir as sombras e realçar os médios tons, mas o erro vai estar sempre presente, posto que ligeiramente mitigado.

...e outra mal iluminada. O rosto da rapariga à direita está sombreado, o que causa uma impressão desfavorável
…e outra mal iluminada. O rosto da rapariga à direita está sombreado, o que causa uma impressão desfavorável

A iluminação cumpre, para além da função de apresentar a fotografia de um modo nítido e claro, a de destacar o motivo. Se o motivo ficar com brilho contra um fundo sombreado, a fotografia resultará muito melhor do que no caso inverso. (Fotografar contra a luz só resulta bem se produzir silhuetas.) É precisamente aqui que me surgem as maiores dificuldades, por querer capturar motivos sob uma luz desfavorável. Mesmo em condições de sombra, o motivo deve sempre reflectir alguma luz – mesmo que esta só defina alguns contornos. Uma fotografia com o motivo sombreado não resulta: o fundo pode tornar-se demasiado intrusivo e a impressão geral é sempre a de uma fotografia deficientemente executada.

Note-se que, até aqui, tenho estado apenas a referir-me à luz solar; a iluminação artificial, como a usada nos estúdios, requer outro tipo de cuidados. Fotografar sob luz natural terá sempre por efeito lançar sombras sobre o objecto: um rosto, por exemplo, apresentará sempre sombras das arcadas supraciliares, do nariz ou do queixo, o que é mais ou menos inevitável. No estúdio estas sombras são indesejáveis, o que explica a parafernália de focos e reflectores que podem ser encontrados naqueles lugares. Claro que se podem usar sombras para obter um efeito expressivo no estúdio, mas a sua produção é controlada orientando a luz em determinados ângulos.

A iluminação do motivo é algo que preciso de treinar intensivamente. A iluminação é a chave do sucesso de uma fotografia: se for correcta, a imagem pode ser agradabilíssima; se for incorrecta, é apenas uma fotografia mal tirada.

M. V. M.

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